VERDADES! TENHO MEDO

Por Jorge Marques da Silva – 18/01/2013

Criação.....um desafio
Intenção.....um problema
Orientação.....um desejo
Dedicação.....uma obrigação
Realidade.....desconheço
Necessidade.....imagino
Possibilidade.....incerteza
Obrigações.....não existe
Responsabilidade.....pra que
Vida fácil.....meu desejo
Descanso.....o que faço
Cobrança.....jamais
Quem sou.....esperto
Quem somos.....independe
Tento.....não consigo
Paciência....nada muda
Ultimo suspiro.....não resisto
Desisto.....vou embora
Tenho pena
A verdade não existe
Tenho medo....me concentro
Continuo.....o andar é meu
Boa noite.....descanse em paz

PÍFIAS PROMESSAS. REALIDADE CONCRETA

Por Jorge Marques da Silva – 18/01/2013

Vai mudar, com certeza
Vai mudar, te prometo
Vai mudar, acredite
Esta difícil
Toda mudança não é fácil
A realidade é dura
O tempo é curto
Tenha paciência, não desista
Insista
Cedo ou tarde, vai mudar
Confia em mim, nunca deixei de fazer algo
Vou fazer.
Agora não, daqui a pouco
Não encontrei, Amanhã resolvo

Fico calado.....ludibriado outra vez
Sem argumento.....pífias promessas
Jamais mudará.....realidade concreta
Pura verdade!
Tenho amor.....paciência.....eu aguento!

POR AMAR

Por Rodrigo Sanchez e Jorge Marques da Silva - 13/09/2014

Dependência desconexa
Decência incerta
Tradução incompleta
Solidão delirante
Saudade decepada
Corpo cai
Cabeça pende
Segundos procuram
O tempo não se entende
Explicações em curva
Paralelamente misteriosas
Um ente, um ponto
Inexplicável intangível
Desejo de amar
Tangível bruma da escuridão
Dois em dor
Ser em sermos
Seremos momentos
Um seio
Um colo
Um sexo lavado na pia
Por sermos só
Por estarmos sós
Uma aura refletida
Um mundo de dois
Uma praia
Um deserto
Furacão do meu peito
Estalo
Tato
Quarto nu
Frio
Vazio
Corpo parado
Aflito
Suado
A distancia é irreal
Meu eu é teu
O mundo gira em descompasso
Acelerado
Perdido
Acabado
Mas eu estou aqui
Para que tudo se equilibre
E eu seja o bandido
Que rouba seu tempo
Porque preciso dele para ser
E existir é uma dádiva
Quando te tenho em mim
Mesmo sendo errados
Os amantes sempre serão um.
E o amor é o que tenho
Em demasia
Explicita
Obscena
Vulgar
Mesmo quando você não está aqui.
Amo de forma igual
E vivo para isso.
Por isso
Por que preciso de ar
E meu pulmão é você

ENTRE LETRAS DELIRANTES

Por Jorge Marques da Silva – 12/09/2014

Cerceado de intenções
Redundadas de verdade
Ilusionadas pra ser
Para ti estou
Mais para menos
Vezes para dividir
Regra de três
Se pra ti estou
O está esta para
Resultado calado
Cerceado de dor
Descompasso
Desconforto
Descontrole
Segurar não dá
Parar não se pode
Solidão insensata
Corrosão da alma
Saudade degradante
Falácias descabidas
Intenções realçadas
Preciso morrer
Preciso renascer
Preciso te ter
Realidade nua e crua
Ao tempo entregar
Ao tempo deixar
A dor passar
E assim voltar

SOMOS SER SOMOS SERMOS

Por Jorge Marques da Silva – 12/09/2014

E assim vai ser
Para sempre sermos
Brincamos com os dedos
Pensamos com as letras
Expressamos o ser
Desejamos o sermos
Procuramos
Choramos
Sofremos
De nada ser
De tudo sermos
Perguntas abertas
Respostas escondidas
O que somos
Dores
Receios
Passado encarnado
Presente duvidado
De que vale então
Lutar
Brigar
Sangrar
Sofrer
Vale muito
Desistir por que
A pena não vale
Somos ser
Somos sermos
O tudo em um
O um em tudo
E assim a vida vai
E o vem é lindo

GORGULHOS DE VONTADE

Por Rodrigo Sanchez e Jorge Marques da Silva – 12/09/2014

Gorgulhos de vontade
Esquerda ou direita
Transmutação do momento
Transgressão do estou
Perdição da auréola angelical
Que a improvisação atenta
Desdenha na perfeição
Para que continuar
Transmutação perene
Deleite consistente
Parto do que não foi
Criança que não nasceu
Sopro do Titanic
Distante
Alegórico de não ser
Presente de não estar
Meu pensamento não brota
Não surge
Não nasce
Ele se aborta
Nulo
Profundo
Contudo
Em um fórceps gerado
Por sua tênue leitura
Absurdo
Obtuso
Nunca houve
Foi o nunca dentro do vazio
Vazio que esta
Vazio que permanece

ENTRE ESSÊNCIAS, POLITICA E GOSTOS

Por Rodrigo Sanchez e Jorge Marques da Silva – 05/09/2014

Sorvo aquilo que me aparece.
Discuto aquilo que convém.
A essência me confunde.
A politica me ilude.
Os gostos se misturam.
Verdades ou mentiras.
O assovio se perde no balburdio.
As palavras se confundem.
As vozes se atrapalham.
Na mente turva o pétreo se desfaz.
O certo senta na conveniência.
O errado se torna tangível.
Dependência cerebral sem nexo.
Convergência desconexa.
Comando pelo sem sal.
Boba carne convergente pelo miúdo.
Falácias, prosaicas descabidas.
Gorgulhos de um lóbulo deslexo.
Prosopopeia desvairada.
Pauliceia
Protética.
Questão de voto.
Crença .
Crente.
Politico.
A diverticulite lhe desfaz.
Contumaz.
Assaz.
Sobra o povo.
Que da migalha se satisfaz.